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Esta seção é um informativo sobre a importância da Higiene e Saúde Bucal.

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Traumatismo Dentário: Conduta Clínica


As lesões traumáticas dos dentes e de suas estruturas de suporte não raramente se transformam em sérios problemas funcionais e estéticos, exigindo do profissional, calma, bom senso e pronto atendimento. Trata-se, na realidade, de uma situação de emergência, e o atendimento clínico imediato ao paciente traumatizado é um fator determinante no prognóstico. A ocorrência de tais lesões é percentualmente mais significativa em crianças e adolescentes, tendo como principais causas as práticas desportivas.

O exame clínico e a anamnese desse paciente devem ser rápidos e objetivos, procurando tranqüilizar o acidentado como também seus acompanhantes. Uma vez o paciente não apresentando riscos sérios de vida, deverá ser realizada a limpeza dos ferimentos e um exame cuidadoso abrangendo tecidos moles e duros, verificando a extensão desses danos aos dentes. Está quase sempre recomendado, associar á essas informações clínicas, um exame radiográfico para avaliar alguma alteração não perceptível clinicamente. Dependendo do tipo de lesão e do local onde ocorreu o acidente, um soro antitetânico deve ser administrado, caso o paciente não esteja imunizado contra o bacilo do tétano.

Uma das complicações mais sérias decorrentes de um traumatismo dentário é a completa remoção do dente do seu alvéolo. A primeira escolha nesses casos é o reimplante. O sucesso está relacionado diretamente a dois fatores interdependentes: o tempo em que o dente ficou fora do alvéolo e o modo como foi conservado até seu reimplante. No caso de se optar pelo reimplante imediato, o paciente deve manter o dente avulsionado armazenado em um copo contendo leite, soro fisiológico, água destilada ou até mesmo deixando-o na boca em contato com a própria saliva, enquanto se aguarda o atendimento, o qual deverá ser o mais rápido possível. Um cuidado muito importante durante a apreensão do dente para colocá-lo nestes meios de estocagem é jamais tocar na sua raíz. Para isso, pode-se segurar o dente pela coroa com uma gaze. Uma vez efetuado o reimplante, o profissional deverá instituir para esse paciente uma terapia antibiótica.

O tratamento de canal (endodontia) deve iniciar-se num prazo de uma semana após o reimplante, a fim de prevenir uma possível reabsorção da raiz, que poderá levar a perda gradativa do dente. Não se pode precisar a manutenção de um dente reimplantado na cavidade bucal. É comum na literatura citações de dentes reimplantados que permaneceram na boca de um até 20 anos. Entretanto, observações clínicas e radiográficas pós-operatórias semestrais, durante um período mínimo de 7 anos, são fundamentais para controlar a evolução do caso.

Dependendo da gravidade do acidente, às vezes não é necessário nenhum tipo de intervenção odontológica imediata. Mesmo assim, não está descartada a possibilidade de ocorrerem complicações a longo prazo. Desta forma, o paciente precisa também retornar periodicamente para avaliação.

Não é raro também depararmos, durante um episódio de trauma dentário, com a ocorrência de fraturas dentárias, envolvendo, na grande maioria dos casos, os dentes anteriores. O grupo dos incisivos superiores são, sem dúvida, os dentes mais vulneráveis, e que sofrem aproximadamente 80% das injúrias dentárias. Além disso, os mesmos contribuem, em potencial, à aparência do sorriso, sendo responsáveis pelo decréscimo ainda maior do estado emocional do paciente traumatizado. Da mesma forma, o restabelecimento estético e funcional desse paciente depende diretamente do tempo decorrido do acidente, bem como da presença ou não fragmento dentário. O ideal é encontrar o fragmento e estocá-lo nos mesmos meios de conservação já supracitados para proceder, posteriormente, sua colagem ao remanescente dentário. Na impossibilidade de executar a colagem do fragmento ao dente devido sua perda no local do acidente, o profissional poderá lançar mão de procedimentos restauradores estéticos capazes de reproduzir com perfeição a aparência de um dente natural. Os pacientes e profissionais tornam-se altamente entusiastas diante desta modalidade de tratamento, já que permite a melhora imediata da auto-imagem do paciente. No entanto, a longevidade dessas restaurações estéticas requer uma esmerada e contínua higiene bucal por parte do paciente, bem como a utilização de protetores bucais, principalmente durante o sono e práticas desportivas. A finalidade desses protetores é distribuir melhor os esforços oclusais (funcionais) e proteger a região de impactos adicionais que, incidindo de forma repetida, levariam a perda e/ou falhas precoces nestas restaurações. O recomendável é o emprego dos protetores bucais, durante práticas de esportes, antes mesmo de ocorrer algum acidente envolvendo a dentição, assumindo a PREVENÇÃO um enfoque muito importante no cotidiano da população.

Joecí de Oliveira
Professora da UFSC



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